A black music também era a base do Loustal, grupo posteriormente formado por Chico e seus amigos Lúcio Maia e Alexandre Dengue. O nome é homenagem ao quadrinista francês Jacques de Loustal, cujo trabalho era apreciado por Chico. O hip hop da Legião e o funk e o soul da Orla Orbe eram alguns dos elementos misturados pelo Loustal, que se utilizava também de rock e ska. No início de 91, Chico Science entrou em contato com o Lamento Negro, um bloco afro que trabalhava com educação popular no centro comunitário Daruê Malungo, periferia do Recife. O vigor da percussão chamou a atenção do cantor, que começou a trilhar rumo distinto, misturando num mesmo balaio black music e música de raiz, como maracatu e coco de roda - eis aqui o embrião do que se batizou manguebit. Nesse mesmo ano, nada mais de Orla Orbe ou Loustal, a galera atendia pelo nome de Chico Science e Lamento Negro: a Chico (voz), Lúcio (guitarra) e Dengue (baixo) juntaram-se Toca Ogam (percussão/efeitos), Canhoto (caixa), Gira (tambor), Gilmar Bola 8 (tambor) e Jorge du Peixe (tambor). Canhoto não ficou muito tempo, sendo substituído por Pupilo. O público assistiria, em junho, ao primeiro show da banda - já conhecida como Chico Science e Nação Zumbi (CSNZ) - no Espaço Oásis, em Olinda. A partir daí, várias outras apresentações aconteceram, junto com outros grupos do Recife como o mundo livre s/a. A turma reunia os tipos mais diversos, músicos, jornalistas, artistas plásticos, punks... O elo entre todos era o gosto por música, fosse qual fosse o tipo ou a origem. Os jornais locais começavam a abrir espaço e a designar a cena musical que fervilhava no Recife sob o rótulo de mangue ou manguebit. Da Lama ao Caos chegou ao mercado nacional em 94. O CD conseguiu arrebatar os críticos dos principais cadernos culturais do Brasil, levando também o público ao delírio, apesar de, em algumas faixas, deixar de lado a força que a Nação Zumbi demonstra no palco. Mas os shows não eram mais problema: a banda começou a excursionar e mostrar as histórias do mangue mundo afora. Participando de festivais nos Estados Unidos ou fazendo shows pela Europa, CSNZ foram deixando sua marca por onde passavam, preparando o terreno para novas idéias - e para o novo disco. Um grupo mais maduro voltou ao Nas Nuvens em 96, para gravar Afrociberdelia. Deixando o produtor de lado e assumindo o comando do disco, a Nação deixou que pitadas eletrônicas permeassem o CD, que conta com diversas participações especiais, entre elas Gilberto Gil, Fred 04 (mundo livre s/a) e Marcelo D2 (Planet Hemp). A estrada foi a casa da banda durante esse ano: novamente Estados Unidos, novamente Europa, novamente o Brasil - e todos se impressionavam com o batuque dos tambores de Chico Science e Nação Zumbi. A Nação Zumbi, no entanto, se viu zonza, perdida, e levou bom tempo para achar o norte novamente. Muito se especulou sobre a continuidade da banda: uns diziam que seria impossível sem o vocalista, outros acreditavam que, se continuassem, não chegaria aos pés do que o grupo era com Chico nos microfones. Depois de um "CD tributo" - CSNZ, de 98 -, o grupo lançou no ano passado o disco Rádio S.AMB.A. Saindo da supervisão de uma grande gravadora, o disco foi autoproduzido e saiu pela Y?Brazil Music: elogios e críticas apareceram, exaltando o fôlego da Nação de seguir adiante, longe da sombra de Chico Science. |
domingo, 17 de junho de 2012
CHICO SCIENCE ESPECIAL
sexta-feira, 15 de junho de 2012
RACIONAIS MC
Racionais MC's
.
| Racionais MC's | |
|---|---|
| Logotipo utilizado pelo grupo nos seus álbuns mais recentes. | |
| Informação geral | |
| Origem | São Paulo, SP |
| País | |
| Gêneros | Rap, hip hop alternativo |
| Período em atividade | 1988–atualmente |
| Gravadora(s) | Zimbabwe, Cosa Nostra |
| Integrantes | |
| Mano Brown Edy Rock Ice Blue KL Jay | |
Usando a linguagem da periferia, com expressões típicas das comunidades pobres com o objetivo de comunicar-se de forma mais eficaz com o público jovem de baixa renda, as letras do grupo fazem um discurso contra a opressão à população marginalizada na periferia e procuram passar uma postura contra a submissão e a miséria. Apesar de atuar essencialmente na periferia paulistana, de não fazer uso de grandes mídias e se recusar a participar de grandes festivais pelo Brasil, o grupo vendeu durante a carreira cerca de 1 milhão em álbuns.[2]Discografia
A discografia de Racionais MC's consiste em três coletâneas, cinco álbuns de estúdio e dois álbuns ao vivo. Sobrevivendo no Inferno, lançado em 1997,[10] foi o que teve mais vendas. O grupo já lançou mais de 10 trabalhos.
[editar] Coletâneas
- Consciência Black, Vol. I (1989)
- Racionais MC's (1994)
- Som da Massa, Vol. I (1994)
[editar] Álbuns de estúdio
- Holocausto Urbano (1990)
- Escolha seu Caminho (1992)
- Raio X Brasil (1993)
- Sobrevivendo no Inferno (1997)
- Nada como um Dia após o Outro Dia (2002)
[editar] Álbuns ao vivo
- Ao vivo (2001)
- 1000 Trutas, 1000 Tretas (2006)
- Ta na Chuva (2008)
[editar] Videografia
[editar] DVDs
- 1000 Trutas, 1000 Tretas (2006).
CASO QUEIRA OUVIR:http://www.vagalume.com.br/racionais-mcs/biografia/
| Ano | Prêmio | Categoria | Ref |
|---|---|---|---|
| 1998 | VMB | Escolha da Audiência | [11] |
| 2002 | Prêmio Hutúz | Grupo ou Artista Solo | [12] |
| 2006 | Ordem ao Mérito Cultural | Música | [13] |
| 2009 | Prêmio Hutúz | Melhores artistas da década | [14] |
BIOGRAFIA DO DEXTER
Biografia: Dexter
Nome artístico: Dexter
Nascimento: 17 de agosto de 1973
Local de nascimento: São Paulo
Grupo/banda atual: Dexter (trabalho solo)
Discografia Dexter: Exilado Sim, Preso Não (2005) e Dexter & Convidados (2009).
Histórico: Com Afro-X criou o grupo 509-E, enquanto os dois cumpriam pena no presídio do Carnadura em São Paulo.
Ainda como 509-E, lançou os álbuns Provérbios 13 (2000) e MMII DC (2002 Depois de Cristo). Nesta época (2000), eles venceram o prêmio Hutúz na categoria Revelação.
O primeiro trabalho solo de Dexter foi lançado em 2005, sob o título “Exilado Sim, Preso Não”. Com este álbum venceu o prêmio Hutúz, como Álbum do Ano (2005). (leia a entrevista feita com Dexter nesta época:
UM POUCO DA HISTÓRIA DO CRIOULO.
No ano seguinte, acabou sendo indicado novamente ao Prêmio Hutúz na categoria "Revelações da Década", mas não saiu vencedor.[5] Participou dos filmes Profissão MC, de Alessandro Buzo e Tony Nogueira; e Da Luz às Trevas, de Ney Matogrosso. Para comemorar seus vinte anos de carreira, gravou um DVD ao vivo na Rinha dos MC's, que foi colocado à venda em 2010, chamado Criolo Doido Live in SP.[2]
No fim do ano, Criolo lançou um CD single, com as faixas "Grajauex" e "Subirusdoistiozin", gravadas em estúdio, com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman. e com instrumentos como guitarra, baixo, piano e trompete, dando indícios de uma pequena modificação de seu estilo.[6][7] Ambas as faixas foram anunciadas como presentes no seu próximo álbum, através do show de lançamento realizado na Matilha Cultural.[8] Poucos dias depois, o videoclipe de "Subirusdoistiozin" foi divulgado na internet, com mais de 6 minutos de duração.[9]
Em 2011, lançou seu segundo disco, Nó na Orelha, gratuitamente através da internet e mudou seu nome artístico para apenas "Criolo".[10][11] No disco, o cantor diversificou os ritmos de rap com vários outros, como a MPB, funk, soul e blues.[12][13] Este disco teve excelente recepção pela crítica (inclusive estrangeira),[14][15] levando Criolo a participar do Altas Horas na Rede Globo[16] e estar no topo dos trending topics do twitter.[17]
Com o disco, Criolo foi um dos campeões de indicações ao Video Music Brasil 2011 da MTV, sendo indicado nas categorias "Videoclipe do Ano", com "Subirusdoistiozin", "Artista do Ano", "Álbum do Ano", com "Nó na Orelha" (venceu), "Música do Ano" com "Não existe amor em SP" (venceu), e como "Banda ou Artista Revelação" (venceu).[18] Ele também foi o primeiro confirmado a se apresentar ao vivo durante a premiação, onde cantou a canção "Não existe amor em SP" ao lado de Caetano Veloso.[19][20]
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